• A VIDA COM OS NÓMADAS DA MONGÓLIA

A momondo desafiou-me a descrever a experiência de viver um verdadeiro choque cultural em viagem, e claro, lembrei-me logo da “minha” Mongólia. Não há outro lugar onde eu tenha viajado que me tenha atirado para tão longe da minha zona de conforto, mas de que eu goste tanto! Leiam aqui as minhas experiências de como é viver a verdadeira vida nómada na Mongólia.

Desde a minha primeira visita à Mongólia, onde éramos quatro viajantes com uma carrinha a percorrer o país já com temperaturas impróprias (-27ºC em pleno Outubro), até à mais recente temporada para filmarmos o documentário Where Men And Eagles Live Together no verão passado, a Mongólia sempre me atirou para bem longe da minha zona de conforto.

Conhecida por ainda ter os povos nómadas, estradas pouco (ou nada) pavimentadas, e quase nenhuns recursos de agricultura, a verdadeira vida Mongol é algo que transcende, para muitos, os níveis do aceitável. Temos que aprender a viver a vida sem confortos básicos como as condições sanitárias, por exemplo.

Na minha primeira visita à Mongólia, o verdadeiro choque cultural, pois ainda não sabia bem o que esperar, o que mais me surpreendeu foi a capacidade de sobrevivência com tão poucos recursos alimentares. Também a vida nas gers, as pequenas “tendas” que vão mudando de localização ao longo do ano, é algo muito fora do que estamos acostumados. A partilha de comida, do mesmo recipiente, entre todos os membros presentes. A variedade de produtos que fazem da mesma matéria prima – como exemplo, a quantidade de queijos de diferentes texturas, cores e sabores, todos vindos do mesmo leite. O combustível usado – estrume seco, em vez de lenha ou carvão. Tudo isto são coisas que nunca havia visto nos países que visitara anteriormente, ou que já tinha visto em pequenas versões mas de aplicação diferente.

Na primeira visita à Mongólia, éramos quatro viajantes de diferentes destinos e com diferentes viagens: eu, portuguesa; um casal eslovaco, e um rapaz americano, que vivia na Coreia. A Mongólia foi teve o mesmo impacto para todos, mesmo sendo nós já habituados a impactos culturais. Dos cerca de 3500kms que fizemos pela Mongólia, encontramos cerca de 20 famílias, e fomos acolhidos por 15 delas. Todos incrivelmente hospitaleiros, quando tinham uma ger extra de que nos pudéssemos servir, arranjavam-nos o combustível para aquecer as gélidas noites, ou quando tínhamos que acampar perto deles, garantiam-nos sempre o tradicional chá tibetano e bolachinas, e uma refeição quente pela manhã. Pontualmente, bebíamos também airag (uma espécie de aguardente, feita a partir de leite de égua fermentado). Até isso era especial e completamente diferente de tudo o que tivéssemos vivido até então…

Apesar de já estar experiente no destino, a Mongólia continua a cativar o meu coração, precisamente por esta questão de ser totalmente fora da minha zona de conforto! Sabes que podes vir comigo conhecer a Mongólia? Acompanha-me numa da das próximas edições de exploração ao destino, e vem descobrir o encanto da vida nómada!

© travellingwithtania.com
Kazakh family
Milky Way Mongolia
Mongolia

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